A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 25/08/2021
A discussão sobre as condições trabalhistas, tem sido recorrente desde a revolução industrial, marco retratado no filme “Tempos modernos”, onde ficam evidentes as condições de trabalho quase desumanas do sistema fordista. Não diferente do passado, empresas modernas seguem em um sistema onde a mão de obra é cada vez mais desvalorizada e a dificuldade da entrada no mercado de trabalho só aumenta.
Em princípio, cabe analisar a exploração da mão de obra, principalmente, por meio de trabalhos informais, que são caracterizados por não haver a assinatura da carteira de trabalho. Por tal motivo, tais empresas não seguem algumas das leis trabalhistas previstas, como o limite de oito horas por dia na jornada de trabalho e mil e cem reais como salário mínimo, gerando assim, péssimas condições de trabalho, e dificultando a ascensão social e econômica.
Em segundo plano, temos como causa do aumento da procura por trabalhos informais, a dificuldade de entrada no mercado. Certamente, este fato se dá graças à competitividade entre a mão de obra especializada e a não especializada. Logo, a parcela mais carente da população, que não tem condições financeiras de se especializar, acaba ficando para trás na escolha das empresas, sendo obrigada a recorrer a qualquer oportunidade que lhe seja ofertada, independente de quais serão as condições de valores ou jornada diária.
Nesse sentido, urge que o estado, por meio do ministério do trabalho, aumente a fiscalização as empresas, e crie propagandas em televisão aberta e internet, para disponibilizar um sistema de denúncias sobre as condições de trabalho, como foco, melhoras nas condições de trabalho. Da mesma forma, é necessário que o ministério da educação crie e divulgue projetos sociais que tenham como foco a especialização de pessoas mais carentes, assim, as afastando da necessidade de recorrer a condições precárias de trabalho, como as do modelo fordista.