A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 25/08/2021

Do começo ao final do século XX, durante as Revoluções Industriais, os operários encontraram-se em frequente desvalorização, sendo apenas marionetes inseridas em um sistema ultra capitalista que preza pela alienação através de uma hierarquia. Este fato histórico não se distancia da sociedade contemporânea, considerando que ainda hoje é imposto um trabalho compulsório e precário em que a classe dominante tem como objetivo manter o domínio sobre a classe trabalhadora.

A priori, é notório que a mão de obra é a parte mais importante durante um processo de criação e comercialização e, por essa razão, aumenta-se demasiadamente a quantidade de fornecedores desse mesmo serviço ou o número de funções que cada um exerce, tendo como consequência a desvalorização da força de trabalho. No conceito de “mais valia”, Karl Marx expõe a desigualdade entre o esforço e tempo gastos pelo proletariado e a remuneração recebida. Remuneração essa que, na maioria das vezes, não garante a segurança financeira necessária para cobrir indispensabilidades como transporte, saúde e lazeres na atual realidade. Dessa maneira, o grupo em questão é colocado em uma posição inferior, tendo sua qualidade de vida afetada.

Por conseguinte, a burguesia moderna manipula a classe trabalhadora através de ideias meritocráticas que reforçam a concepção de que quanto maior for a intensidade do trabalho, mais  próximo estará o sucesso. Contudo, como organizado por Henry Ford durante a Segunda Revolução Industrial, as empresas no capitalismo funcionam de forma hierárquica e a delimitação funcional não permite a ascenção dos operários. Sendo assim, tendo em conta que esse modelo ainda prevalece, os discursos de mérito são utilizados apenas para estimular as atividades e manter o sistema e sua pirâmide em pé, o que é nocivo para o assalariado.

De acordo com a legislação de 1988, a educação é um direito de todos, portanto, cabe ao Estado conscientizar a população à respeito de tal problemática. Torna-se imprescindível, então, que o Ministério de Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas do governo, fortaleça a educação pública e promova campanhas publicitárias a fim de alertar e politizar a sociedade brasileira sobre a exploração trabalhista e sua história. Ademais, é equivalentemente necessário que os órgãos trabalhistas do Estado garantam, através de fiscalizações, o combate à exploração e escravidão. Apenas assim será possível aniquilar o desconhecimento e assegurar que cada cidadão esteja inserido em um ambiente saudável para exercer seu ofício.