A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 25/08/2021

Na Primeira Revolução Industrial, que aconteceu entre 1760 e 1840, as jornadas de trabalho eram intensas e os trabalhadores eram submetidos a condições desumanas de trabalho. No entanto, a exploração trabalhista continua presente na sociedade contemporânia. Visto isso, precebe-se que tal problema, causado pelo desemprego e a  salários desproporcionais aos serviços oferecidos, deve ser resolvido.

Em primeiro plano, cabe mencionar que, de acordo com a UOL, o Brasil mantém recorde de 14,8 milhões de desempregados. Dessa forma, muitos funcionários, por medo de perder o emprego e ficar sem renda, aceitam diversos tipos de exploração no ambiente de trabalho, tais como jornadas de trabalho exaustivas, diminuição salarial e aumento do tempo de serviço, sem que exista uma fiscalização adequada para que o funcionário se sinta seguro a exigir seus direitos e não ser demitido.

Ademais, vale ressaltar que, de acordo com a Constituição Federal, art. 7°, o funcionário deve trabalhar, no máximo, 8 horas diárias e 44 horas semanais. No entanto, de acordo com a revista El País, um entregador passa cerca de 14 horas diárias trabalhando para receber pouco mais que um salário mínimo. Dessa maneira,  o tempo que é um direito necessario para o lazer e descanso do trabalhador, acaba sendo substituído por horas desgastantes de trabalho, na maioria dos casos, sem a devida remuneração.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Primeiramente, cabe ao Ministério do trabalho criar projetos que fiscalizem as empresas brasileiras, por meio de questionários enviados aos funcionários, de forma pessoal e secreta, para que a avaliação da empresa seja de acordo com o bem-estar dos trabalhadores, sendo exigida uma multa da empresa que estiver explorando seu contratado. Somente assim, diferentemente da  Primeira Revolução Industrial, teremos um ambiente de trabalho sem exploração.