A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 25/08/2021
A comunidade trabalhadora é a força motora da sociedade. Longe de libertar, o trabalho é ato de resistência do indivíduo a favor de uma vida de conforto e cumprimento de seus desejos.
A Revolução Industrial trouxe o sufoco de relações trabalhistas à tona, com a multiplicação do capital dos empregadores culminando no trabalhador cada vez mais celular, reduzido a funções, uma desinvidualização coletiva. É com o reconhecimento do pertencimento da classe trabalhadora a um grupo cada vez maior que as relações de trabalho modificaram-se.
A constante revolução das relações trabalhistas demonstram a resistência de grupos. As vertentes são variadas, de trabalhadores do interesse sindical a até mesmo os que lutam contra o poder dos sindicatos. Vê-se que, pois, a celularização da classe trabalhadora, do conflito de interesses causado justamente pela indefinição do que é ser trabalhador: falta-se regulamentação que calhe na proteção de um interesse trabalhista central.
É elementar que haja a estruturação da figura do trabalhador. Direitos são alcançados, ainda que o crescente trabalho informal no Brasil seja pintado no cenário do cotidiano, uma alternativa ao desemprego que acaba por sombrear o cidadão da regulamentação. Marginaliza-se o trabalhador informal, de modo que reinem irregularidades, como aos entregadores ou motoristas de aplicativos. A consequência é a insegurança, levando a jornadas de trabalho exaustivas e uma relação de trabalho-conforto desenfreada, impensável para qualquer indivíduo à procura de dignidade.
A consolidação de direitos projetados especialmente para o trabalhador e a abertura de nichos no mercado de trabalho feitos a profissionais capacitados - contribuindo para a individualização da força de trabalho e consequente valorização - são vias para um mundo de trabalho humano, reconhecendo as liberdades individuais daqueles que estruturam a sociedade.