A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/08/2021
De acordo com a escritora brasileira Claristela Novaes, da mesma forma que o trabalho dignifica o ser humano, em excesso ele o prejudica. Sob essa ótica, é inegável a importância do descanso e de boas condições de trabalho para a promoção do bem-estar do homem moderno. No entanto, ao se observar a recorrente exploração trabalhista na sociedade moderna, é notório que essa imprescibilidade não tem sido considerada. Nesse sentido, pode-se afirmar que o tema em questão é um problema grave, pois submete uma parcela da população a uma condição de quase escravidão, e tem como uma das causas, a ineficiência na fiscalização das leis trabalhistas.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que a condição precária a que alguns trabalhadores se submétem, advém, na maioria dos casos, da má formação educacional do indivíduo. Segundo Imannuel Kant, filósofo prussiano, o homem é aquilo que a educação faz dele. Paralelamente a isso, é possível depreender que para evitar que pessoas cheguem a esse ponto de não possuir melhores alternativas, é necessário que mudanças ocorram no ensino que o indivíduo recebe ainda na sua formação, e não quando já está enfrentando o problema. Sendo assim, faz-se essencial que o tema seja mais abordado nas instituições de ensino, a fim de orientar os alunos a respeito de suas escolhas profissionais.
Por conseguinte, cabe mencionar que a ineficiência apresentada na fiscalização das leis trabalhistas destaca-se como o principal agravante do problema a ser combatido. Na visão de Thomas Jefferson, terceiro presidento dos Estados Unidos e principal autor da independência do país, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração. Diante disso, pode-se concluir que o problema não está localizado na constituição, e sim na sua execução, que deve ser mais rigorosa para garantir uma boa convivência em sociedade.
Portanto, fica evidente a crucialidade de tomar medidas que busquem amenizar os efeitos da exploração dos trabalhadores. Nesse âmbito, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego promover uma maior fiscalização do cumprimento das leis trabalhistas, por meio de uma parceria com a mídia, que realizaria propagandas, a fim de reduzir ao máximo a quantidade de pessoas em condições precárias de trabalho. Desse modo, o cidadão poderá ser dignificado pelo seu trabalho, como defende Claristela Novaes, e assim garantir uma melhor condição aos trabalhadores.