A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/08/2021
Fábrica
Ja pediu seu lanchinho pelo aplicativo hoje? Pois é, com a globalização tudo ficou mais fácil e agil nos dias de hoje, ainda mais em época de pandemia, afastamento social e outros tantos problemas pelos quais a sociedade vive. Porém tudo tem um preço, e não é so o que aparece em seu cartão de crédito, a sociedade paga bem mais caro por isso.
O titulo dessa redação faz referência à musica homônima escrita por Renato Russo, lançada em 1986 pela legião urbana. Mesmo antiga ela nunca foi tão atual, porem as paredes das fabricas extenderam-se até nossas casas, mas as injustiças continuam. A tecnologia avançou a tal ponto que a jornada de trabalho, outrora medida por um cartão ponto, hoje é quase impossivel de ser controlada, pois exige-se cada vez mais tempo e mão de obra especializada, e tudo isso, óbvio, requer investimento por parte do trabalhadores.
Mas e quem não tem dinheiro para se reenventar no mercado de trabalho? Eis aí o grande motivo das desigualdades sociais do nossos dias. O trabalho braçal acaba beirando a escravidão, com jornadas longas e desumanas, além de uma remuneração pífia, onde países populosos e com baixa especialização acabam sendo explorados cada vez mais, pois o investimento e o bem-estar do empregado tornaram-se algo caro demais para se investir, ja que não garantem um lucro imediato. Ou seja, aumentou o consumo, a produção e os lucros. Na contramão diminuiu o investimento na qualificação do trabalhador na sua qualidade de vida e nos seus direitos trabalhistas.
A solução para essa ’equação social’ pode-se ler na letra de Renato Russo: ’ eu quero um trabalho honesto em vez de escravidão’. O entregador faz parte do mesmo mecanismo onde está o inventor do aplicativo, ou seja, é tão importante quanto, e requer uma legislação apropiada e tão evoluída quanto à tecnologia que gerou seu emprego.