A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/08/2021
A exploração do trabalhador na sociedade é um problema grave e histórico. Visto que conforme o passar dos anos novos empregos surgiram e com eles acompanham novas formas de danos à vítima, tais como abusos psicólogicos e em alguns casos levando até mesmo ao suícidio.
Ademais o sistema capitalista globalizado em que nos encontramos é prejudicial à classe trabalhadora, fábricas e indústrias exploram ao limite operários inqualificáveis e precarizados, assim como trabalhadores desempregados. Se engana quem pensa que a exploração trabalhista não ocorre em grandes empresas ou em marcas renomadas, em 2014 a BRF (controladora da Sadia e Perdigão) foi condenada a pagar uma indenização no valor de R$ 1 milhão em virtude de submeter funcionários a condições de trabalho precárias.
Fato é que em países subdesenvolvidos a prática criminosa é cada vez mais comum e rotineira, patrões se aproveitam da incapacidade do governo de agir contra esse ato e da extrema necessidade do trabalhador de conseguir um emprego afim de sobreviver para explorar a sociedade de baixa renda, que nada pode fazer para impedir. Até mesmo em países considerados desenvolvidos a prática é normal, no Japão por exemplo, o governo divulga cerca de 2 mil mortes anuais relacionadas ao excesso de trabalho, ato que recebe o nome de “karoshi” pela população.
É natural que em um modelo econômico onde o item mais visado é o lucro, as pessoas irão fazer de tudo para conseguirem crescer como indivíduo, não dando importância a parte mais necessitada da sociedade. Trabalhadores informais que são explorados, infelizmente nada podem fazer para impedir isso, pois necessitam para sobreviver (mesmo que a honra seja ferida).
Para acabar de vez com essa prática, é necessário uma mobilização mundial e radical do governo de países, punindo severamente os responsáveis pela exploração e ter uma distribuição de renda igualitária para a população.