A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/08/2021
A CLT foi sancionada em 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas, com o intuito de consolidar os direitos do trabalhador. Porém, em 2017 quando a lei 13467/2017 foi aprovada, inúmeras flexibilizações foram feitas na CLT, diminuindo assim os direitos do empregado e aumentando o poder de controle do empregador.
Atualmente no Brasil, segundo dados do IBGE, há 14,7 milhões de brasileiros desempregados e esses, como todos os outros brasileiros, estão precisando lidar com uma nova crise financeira assolando o Brasil. O que só acentua a necessidade de um emprego. Dessa forma, o desespero se torna um elemento a mais para propiciar a exploração trabalhista. Pois mesmo que a proposta se emprego seja abusiva e exploratória, o desempregado irá aceitá-la, porque precisa trabalhar desesperadamente.
Em adição, segundo o filósofo Karl Marx, o trabalho será abusivo e exploratório enquanto o funcionário não receber um salário igual ao mesmo o que ele produz. Agora, somando todos estes elementos, desespero, desemprego, crise financeira e propostas exploratórias, o trabalho se torna quase análogo à escravidão, mesmo que ela tenha sido abolida a quase 150 anos atrás.
Por todos esses fatores a exploração no trabalho se torna bem rotineira na vida do brasileiro e até incentivada indiretamente pelo Governo Federal. Então, para acabar com uma maldade tão forte e tão presente, é preciso de medidas fortes e constantes do governo, como revogação da lei 13467/2017, criação de mais leis trabalhistas, aumentar a fiscalização no ambiente de trabalho e fortalecer os sindicatos, para que o trabalhador e seus direitos sejam protegidos com mais firmeza e que seus desejos e anseios sejam ouvidos. Assim o trabalhador não estará mais a mercê da boa vontade do patrão para que suas condições básicas de trabalho sejam atendidas.