A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 28/10/2021
Em 1789, o movimento iluminista consolidou a “Declaração dos Direitos Humanos e Civis”, protegendo a dignidade humana de todos pela primeira vez. Porém, no Brasil contemporâneo, devido ao grave problema da exploração do trabalho, o ideal iluminista não foi colocado em prática. Nesse sentido, o combate a esse trabalho degradante requer não apenas examinar os padrões sociais do povo brasileiro, mas também considerar a aplicação de garantias jurídicas. Em primeiro lugar, a questão do trabalho destaca a prevalência de uma cultura de abuso no Brasil. A esse respeito, o sociólogo Gilberto Freel argumentou em seu livro “Casa-grande e Senzala” que a formação dos brasileiros se deu por meio da exploração de colônias, onde negros e índios foram escravizados como “Europa”. O patriarca branco serve. Essa política retrógrada, condenada por Freir, está em diálogo com as atuais minorias sociais, especialmente de raça, socioeconomia e gênero.Eles são forçados a trabalhar em turnos com baixos salários e em condições insalubres. Portanto, enquanto a exploração for a regra, a dignidade perseguida desde o Iluminismo será a exceção. Além disso, é importante que as garantias jurídicas não se limitem à teoria. Nessa perspectiva, o escritor Gilberto Dimenstein (Gilberto Dimenstein) criou o conceito de “cidadania no papel” para indicar o descompasso entre o direito escrito e sua prática. Dimenstein acredita que direitos não realizados, como condições de trabalho saudáveis, irão marginalizar e abandonar os indivíduos. Portanto, devido a essa distância legal, os trabalhadores muitas vezes ficam desamparados e perdem a consciência cívica, por isso precisam se opor à exploração do trabalho no Brasil.