A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 09/09/2021

Desde 1789 na Revolução francesa, pode-se observar um cenário de trabalho desigual e de exploração social, já que a burguesia ficava não só com todo trabalho pesado mas também passava fome. Na sequência, quando se falando da sociedade moderna, nota-se que a realidade de muitos brasileiros é parecida.

De acordo com o IBGE, o país tem 11 estados com mais de 50% dos trabalhadores na informalidade, o que significa que mais da metade dos brasileiros não possuem um trabalho com carteira assinada e muitas vezes acabam recorrendo às ruas para tentar ganhar o dinheiro do mês. Dentre os diversos trabalhos autônomos, destacam-se as entregas por aplicativo, que, apesar de gerarem renda mínima após longas horas de serviço, não dispõem diversos direitos trabalhistas como décimo terceiro, férias e seguro-desemprego.

Como dito pelo filósofo Karl Marx “O trabalhador só se sente à vontade no seu tempo de folga, porque o seu trabalho não é voluntário, é imposto, é trabalho forçado”. Sobre o cenário descrito por Marx, é de salientar que o descaso quanto a saúde mental do funcionário, acaba por acarretar em inúmeros danos psicológicos como depressão, insônia e crises de pânico, além de indivíduos frustrados pois, para sobreviver se expõem à trabalhos de risco e que não prometem nenhuma garantia.

Portanto, verifica-se que devem ser instauradas mudanças na sociedade para que os indivíduos consigam obter condições melhores de trabalho. Assim sendo, cabe ao Poder Legislativo ampliar os direitos básicos trabalhistas e criar leis que exijam que trabalhos informais também apresentem estatuto básico aos funcionários. Assim como, cabe as empresas disponibilizar profissionais como psicólogos aos seus contratantes para que assim, seja possível obter uma sociedade mais saudável e igualitária.