A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 06/09/2021

O filme Tempos Modernos -estrelado por Charlie Chaplin- em uma de cenas o protagonista Carlitos acaba sendo “engolido” por uma máquina de ofício. Tal acidente denuncia a desumanização do trabalho, durante a Revolução Industrial. Em consonância, na sociedade brasileira atual há a exploração ao trabalhador, tendo em vista o lucro acima dos esforços do empregado, bem como a presença análoga da escravidão tornam-se evidentes o descaso perante a classe operária. Destarte, urge a tomada de medidas cabíveis.

Em primeiro plano, evidencia-se que o capitalismo objetiva o lucro em demaseio permitindo-se, assim, o domínio do empregador contra proletário. Sob tal ótica, o filósofo alemão Karl Marse, afirmou que o homem detém o monopólio de seus bens de produção e explora os seus semelhantes. Desta maneira, horas extras não pagas, salários que não conferem ao papel exercido e sobretudo funções que não assinem a carteira de trabalho, são indícios do abuso da mão de obra. Conquanto, indivíduos que não têm outro serviço se não aquele, em geral ocasionado pela baixa escolaridade, tornam-se submissos aos acumuladores de capital.

Cabe salientar, outrossim, que o trabalho análogo a escravidão, embora o pouco conhecimento pela sociedade, ainda é praticado. Esta prática é basicamente o golpe em mais pobres, os quais esperançosos de uma vida melhor, saem de suas localidades a mando de um chefe promissor que ao chegarem ponham-se a servi-lo, até quitarem dívidas sem fim. As funções incumbidas podem ser desde ao cultivo de lavouras até à escravidão sexual. Segundo dados da Subsecretária de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério da Economia, em mais de 25 anos, mais de 55 mil pessoas foram resgatadas de cargos semelhantes ao escravo. Com efeito, muitos casos são camuflados pela não repercussão da temática no cenário social. Desta forma, denúncias são poucas, e pessoas continuam a ser enganadas por “grandes” propostas de emprego.

É necessário, portanto, o acionamento de atitudes que minimizem a problemática contra operários. Dessarte, é dever do Ministério do Trabalho criar um site específico para quaisquer denúncias a respeito da exploração ao trabalhador, mas também um número de telefone que atenda 24 horas às queixas. Além disso é preciso que o site e o número de telefone sejam transmitidos em TV aberta e outros meios off-line e on-line. Para que, não só possam facilitar que casos sejam descobertos como a repercussão da pauta na mídia. Ademais, o Ministério da Educação precisa ofertar cursos técnicos e especializações gratuitas, mediante verbas nas escolas, as quais quitem o corpo docente e materiais a todos os alunos que se matricularem. Somente assim, a exploração trabalhista no Brasil  atenuará-se.