A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/09/2021
A primeira Revolução Industrial, ocorrida em 1760, causou grandes mudanças no modo de produção da sociedade moderna, dificultando a vida do proletáriado que sobrevivia com pequenos salários e grandes cargas horárias trabalhadas. Contudo, é negativamente notório como isso ainda afeta o mercado de trabalho brasileiro. Tendo o exposto em vista, é evidente que a desigualdade social e a falta de infraestrutura fazem parte da problemática.
A priori, a Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu 6º artigo, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Nesse sentido, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais em relação a população mais carente, que sem oportunidades para expecialização de sua mão de obra, fica sujeita a empregos com baixa qualificação e, portanto, de baixa remuneração no mercado de trabalho. Com isso, não aproveitam o minimo de uma vida digna, não podendo utilizar seus direitos básicos como o lazer, saúde e uma boa educação.
Ademais, a ausência de manutencões do sistema público e a falta de infraestrutura são os maiores problemas em industrias do mercado de trabalho com mão de obra não especializada, fazendo com que o proletáriado trabalhe em condições duvidáveis. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke configura-se como uma violação ao “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, o que infelizmente é evidente no país.
Desprende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescíndivel que o Governo por intermédio de seus ministérios, desenvolva melhores condições na área de trabalho, melhorando a remuneração, a carga horária e entregando direitos básicos como lazer e saúde ao trabalhador, para que se estabeleça uma sociedade mais justa, contribuindo com o contrato social de Jhon Locke.