A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 23/09/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que os direitos trabalhistas sejam importantes para a manutenção das relações sociais, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a exploração do trabalho é um descaso encarregado por muitos ainda. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da busca pelo lucro, bem como os prejuízos à saúde acabam por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, durante o Governo de Getúlio Vargas, a partir de 1943, houve a consolidação das leis trabalhistas, na qual assegurava o trabalhador com o salário mínimo, férias remuneradas e atendimento hospitalar. No entanto, mesmo que essa lei seja presente na atualidade, nem todas as pessoas tem carteira assinada, sendo um problema que dá margem para a exploração. Desse modo, o ambiente se torna desgastante e insatisfatório, em detrimento dos interesses capitalistas, movidas por um maior lucro empresarial. Por isso, cabe ao munícipio intervir na rede pública, a fim de amenizar esse desajuste.
Sob um segundo enfoque, tendo em vista a vulnerabilidade de alguns indivíduos, essa situação pode agravar as desigualdades sociais. Tanto que, o sistema de delivery, altamente usual, tende a empregar qualquer um, sem que haja qualquer meio que possa assegurar o trabalhador. Diante disso, os prejuízos à saúde podem acometer os cidadãos, gerando impactos físicos e mentais, como cansaço excessivo, insegurança e medo. Logo, o Governo deve implementar medidas que utilize na prática aquilo que é estabelecido em lei.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Justiça crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por órgãos públicos, para que as médias, pequenas e grandes empresas sejam monitoradas, a fim de avaliar a situação do assalariado, como forma de evitar a exploração no meio social. Além disso, ainda no projeto, é preciso que o Governo imponha punições adequadas aqueles que degradam a lei, em virtude do bem-estar dos trabalhadores. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de vida melhor.