A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 03/11/2021
A Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, mudou, de forma expressiva, a relação do homem com o trabalho, ao ampliar ferramentas de exploração que subjugaram o proletariado a péssimas condições. Paralelemente a situação atual, embora os tempos tenham mudado, cenários de exploração ainda podem ser observados no Brasil. Nesse contexto, torna-se crucial analisar que as causas desse revés se devem a negligência governamental e a busca excessiva por lucro.
Cabe analisar, a princípio, que a indiligência do Estado potencializa a exploração trabalhista vivida na sociedade moderna. Sob esse viés, a relevância desse fator explica-se, uma vez que, como defendido pela Constituição federal de 1988, o governo tem que, como uma de suas obrigações, cuidar do bem-estar da população em todas as esferas sociais o que, visivelmente, inclue o setor trabalhista. Assim, ao permitir, por exemplo, a flexibilização das leis e a perpetuação de práticas análogas a escravidão no país, o governo não apenas vai de encontro ao estipulado pela Carta Magna, como, também, compactua às atitudes exploratórias vigentes, ferindo os direitos adquiridos pelos trabalhadores ao longo da história.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a busca maciça por lucro como outro fator que contribui para a manutenção dos atos de exploração do proletariado. Posto isso, pode-se destacar que a procura por lucratividade, atrelada a exploração do trabalhador, não é uma prática nova, sendo essa já defendida pelo filósofo Karl Marx na exposição dos conflitos, movidos pelo capitalismo, entre o proletariado - trabalhador - e a burguesia - detentora dos meios de produção. Diante do exposto, em busca de tal acumo financeiro, grande parcela dos trabalhadores se vêm a mercé de empregos com remunerações inadequadas e sujeitos a abusos de poder e de autoridade no ambiente de trabalho.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a exploração vivênciada pelos trabalhadores no Brasil. Para tanto, visando garantir o cumprimento efetivo dos direitos desses indivíduos, cabe ao governo federal, por meio do redirecionamento de verbas arrecadadas pela Receita Federal, criar o projeto “Em busca de um trabalho melhor”, voltado a investir na contratação e treinamente de agentes para inspecionar e reportar às autoridades, semanalmente, casos de exploração. Paralelamente a isso, é imperativo que os sindicatos, por intermédio de campanhas - em redes sociais, como Instagram, e em mídias de televisão abertas - alertem os trabalhadores sobre sua condição de exploração baseada no lucro, visando mostrar que tais atitudes devem ser combatidas e que a relação proletariado-burguesia, defendida por Marx, não pode continuar. Dessa forma, os reflexos da revolução do século XVIII ficaram no passado.