A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 28/10/2021
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure trabalho - salários justos e segurança -, percebe-se que na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito a exploração trabalhista na atual sociedade. Isso ocorre devido falhas educacionais e inoperância estatal.
Em primeiro plano, é necessário atentar para as falhas educacionais que contribuem para o panorama geral de exploração trabalhista. Para entender tal apontamento, é justo relembrar o conceito marxista de “Luta de classe”, no qual o filosofo afirma como a sociedade é desigual e injusta, na medida que destaca a importância da educação como meio para mudança de tal cenário. Sob essa ótica, pode-se afirmar que uma educação pública de qualidade não só possibilita a formação de profissionais qualificados, como também prontos para o meio de trabalho extremamente competitivo. Desse modo, é possível minimizar a exploração do trabalho e garantir igualdade social.
Outrossim, vale ressaltar o pacto social do contratualista Thomas Hobbes, ao inferir que é dever do Estado garantir trabalho justo e seguro. No entanto, é evidente a quebra desse contrato devido o atual cenário de abuso trabalhista. Sob essa perspectiva, percebe –se a importância de fiscalização e punição para aqueles que não cumprem a lei, como também assistência para pessoas em vulnerabilidade socioeconômica que são refez do ciclo de trabalho abusivo por não ter outro meio de sustento
ãos de abusos trabalhistas.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para mudar o atual cenário. Em suma, faz-se necessário a atuação do Ministério da educação em parceria com o Governo Federal, na realização de investimentos nas Escolas Públicas - Inserção da tecnologia na sala de aula e capacitação de professores -, no intuito de formar profissionais prontos para o atual mercado de trabalho, afim de minimizar a vulnerabilidade e desigualdade social.