A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/11/2021

De acordo com o frade São Tomás de Aquino, “Todos os indivíduos de uma mesma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres”. Sob esse viés, é crucial salientar que os profissionais possuem direitos, todavia, não usufruem de forma adequada no âmbito trabalhista e são designados como desqualificados, o que reduz sua remuneração. Nesse sentido, ao observar esse impasse, sabe-se que ele está vinculado à desigualdade social e a ineficiência legislativa. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas dessa problemática. Nessa perspectiva, em sua obra “Ensaio sobre a cegueira moral”, o escritor José Saramago retrata que a cegueira moral compreende um conceito de alienação da sociedade frente aos problemas que afligem aos menos favorecidos, ou seja, o corpo social mascara uma dificuldade dos brasileiros para não dar visibilidade. Além disso, o ofício, atualmente, exige uma qualificação profissional superior, o que acaba ocasionando a exclusão da entidade que não possui o estudo suficiente e, consequentemente, aceitando uma ocupação explorada. Desse modo, são necessárias ações para mitigar a vigência dessa atividade.

Ademais, é fundamental à ineficiência legislativa como impulsionadora da adversidade no Brasil. Nesse cenário, conforme o ex-presidente dos Estados Unidos Tomas Jefferson – “A aplicação das leis é mais importante que sua elaboração” – ou seja, há mais relevância em aplicar uma lei do que colocá-la em pauta para todo o corpo social. Como também, com a lei mal executada, os cidadãos não obtêm direitos trabalhistas, tornando-se vítimas de uma sociedade opressora e sendo pressionados para ir à busca de trabalhos clandestinos por ausência de subsídios financeiros. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – que administra o direito do cidadão – e a Mídia – grande difusora de informação – ofereçam campanhas em praças públicas e em redes sociais por meio de divulgações sobre a importância de zelar do direito trabalhista. Outrossim, urge que façam palestras informando os benefícios e remunerações imparciais ao trabalhador, a fim de que possam diminuir a exclusão social sofrida por uma população opressora que só visa o lucro. Assim, consolidar-se-á uma sociedade mais justa e com direitos distribuídos de forma igualitária, como afirma São Tomás.