A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/03/2022
Uberismo, coonceito cunhado para definir a forma mais recente de hiperexploração dos trabalhadores por meio de plataformas digitais . Nesse sentido, essa prática é apenas uma das diversas atividades que vem causando a desumanização das relações trabalhistas na sociedade moderna. Esse cenário construído pelo constante desrespeito dos direitos humanos e a propensão à situações análogas à escravidão.
Conforme Karl Marx, a economia do sistema atual é fundada pelos interesses de uma classe exploradora de capitalistas em conflito com os de classe trabalhadora. Sob tal óptica, é válido afirmar que a flexibilização direitos trabalhistas e a alarmante desinformação de grande parte da populçao corroboram para a legitimização do que foi dito por Marx. Ademais, pode-se salientar como o atual contexto de pandemia contribuiu para o aumento do desemprego e, por coseguinte, o exacerbação de um sentimento de desespero nessa parcela populacional, circunstâncias que fazem com que os trabalhadores se submetam à exigências desumanas feitas pelos seus empregadores. Todo esse ciclo vicioso se mantêm devido a falta de fiscalização governamental.
Consequentemente, se torna propenso o desrespeito dos direitos humanos através da propagação de uma mentalidade de que os trabalhadores não tem uma vontade própria ou até mesmo uma identidade, característica dessa opressão que vem aumentando com a digitalização do ambiente de trabalho e acesso a serviços. Outrossim, a questão da escravidão contemporânea é muito relevante se analisarmos os dados nesses últimos tempos. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) , 40 milhões de pessoas são vítimas do trabalho escravo contemporâneo no mundo.
Em suma, é preciso que essa situação seja revertida e que o número de trabalhadores explorado atualmente diminua. Para tanto, seria interessante a conscientização da grande massa acerca dos seus direitos com o fito de instruir e informar o que é aceitável em uma ambiente de trabalho. Para a realização dessa ação, o Ministério do Trabalho em conjunto com o da cidadania poderia promover cursos e palestras sobre o tema . Esse projeto deveria ser feito escolas e organizações de ensino governamentais , com o espaço aberto a todos interessados. Além disso, é preciso que haja um fortalecimento na fiscalização governamental com o ConselHo Nacional de Direitos Humanos (CNDH).