A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 04/04/2022

Na saga de livros “Harry Potter”, é narrada a trajetória de um jovem feiticeiro desvendando seus poderes. Ao longo da sequência literária, há o aprofundamento de alguns personagens, como o do elfo Dobby, que é destinado a ser escravo de um grandioso bruxo. Sofrendo carga horária extensa e nenhum benefício por isso, o duende permanece submisso ao seu dono, que o explora constantemente. Harry, sendo amigo de Dobby, consegue libertá-lo, permitindo que o novo companheiro possa ser feliz com sua autonomia. Fora da ficção, é evidente que a realidade do elfo é presente na sociedade moderna, onde a classe burguesa reprime a classe operária em prol das próprias regalias.

Em primeiro lugar, é necessário lembrar da Revolução Industrial ocorrida no século XVIII, em que houve a troca da mão de obra humana pela agilidade dos maquinários. Os trabalhadores das fábricas tinham uma carga horária exaustiva, recebiam muito pouco e desempenhavam uma única função por anos. Com condições trabalhistas precárias e pouco auxílio dos capitalistas, os operários não conseguiam mudar de vida, e permaneciam no ambiente abusivo das indústrias.

Em segundo lugar, seguindo a linha de raciocínio do sociólogo Karl Marx sobre o fetichismo da mercadoria, é evidente que os produtos produzidos diariamente recebem o valor de pessoas. Os objetos vêm ganhando forma e se tornando cada vez mais importantes na sociedade, enquanto toda a trajetória da linha de produção é ignorada. Há operários por trás de toda mercadoria em mãos, já que nada surge por um acaso. A falta de valorização do trabalhador é constantemente praticada, pois, hoje em dia, o objetivo não é a qualidade de vida do produtor mas sim a rapidez com que ele produz alguma coisa.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. É de devida importância a atuação de órgãos públicos como o Ministério do Trabalho, para que possa haver uma atuação contra a exploração do trabalhador, garantindo melhorias na qualidade da jornada de atuação do empregado. Somente assim, e com o apoio de ONGs que visam o bem estar do proletariado, será possível erradicar o abuso da classe burguesa contra a classe operária, assegurando a qualidade de vida para àqueles que mais precisam.