A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/04/2022
Em meados do século XX, o teórico da comunicação Marshall Macluhan, frente aos avanços tecnológicos da sua época, cunhou a ideia de globalização idealizada, na qual o mundo estaria imerso em uma grande aldeia global, marcada pelas sensações de pertencimento e de conexão entre as pessoas. Entretanto, a contemporaneidade mundial refuta a ideologia deste pensador, visto que a realidade do mercado de trabalho marcada pela exploração de seus integrantes em função do lucro monetário.
Primeiramente, o geógrafo Milton Santos expõe a perversidade do mundo globalizado. Nesse sentido, o estudioso ressalta o papel das tecnologias da globalização em promover não a união e o pertencimento interpessoal, mas, sim, a opressão, a exploração e a exclusão entre as pessoas. Analogamente a esta ideia, tecnologias atuais como os aplicativos de entrega da internet são usados como uma ferramenta de exploração dos trabalhadores os quais se submetem à jornadas diários de mais de 24 horas de trabalho para ganharem uma quantia mensal menor do que 1 salário mínimo. Dessa forma, a precarização do trabalho ganha espaço na sociedade moderna, vitimando, majoritariamente, jovens negros e desempregados, segundo uma pesquisa da Associação Aliança Bike.
Nesse contexto, a modernização do mercado laboral com a inserção neste de novas tecnologias como a internet fez com que o trabalho ultrapassasse as fronteiras da fábrica e do escritório e invadisse os lares, mesmo nos momentos de lazer. Nesse cenário, com a falta de valorização dos direitos trabalhistas por parte do poder público, o bem-estar físico e psicológico do trabalhador hodierno é prejudicado frente à ambição do capital globalizado por lucro.
Por fim, visando a proteção dos trabalhadores contra a exploração laboral na sociedade moderna, o Ministério do Trabalho poderia combater o trabalho precarizado por meio da elaboração de uma reforma trabalhista a qual garanta os direitos dos trabalhadores como jornadas de trabalho não exaustivas e valorização salarial, além de criar mecanismos de proteção aos direitos trabalhistas das categorias mais vitimadas pela precarização laboral como os entregadores de aplicativo. Assim, o atual cenário social de exploração trabalhista será contido.