A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 05/10/2022
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas Morus - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a sociedade é desprovida de conflitos e problemas. Entretanto, quando se observa a falta de medidas na luta contra a exploração dos trabalhadores, verifica-se que esse preceito existe somente na prática. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil : a insuficiência das leis e a invisibilidade do problema.
Em primeiro análise, a vitória do capitalismo na Guerra Fria gerou muitas consequências para o mundo, sendo uma delas a exploração trabalhista onde os trabalhadores vendem sua força de trabalho e recebem uma pequena quantia do lucro obtido e têm seus direitos inalienáveis somente na teoria. Sob essa ótica, milhares de empregadas domésticas passam anos dedicando-se em seus empregos e quando estão grávidas ou necessitam usufruir da aposentadoria, as mesmas são demitidas sem justa causa. Fato que não deve ser permitido e nem tolerado.
Além disso, a invisibilidade da questão é um fator determinante. Com base nisso, a socióloga contemporânea Djamila Ribeiro diz ser necessário fornecer a visibilidade a uma situação para que soluções sejam promovidas. Há, no entando, um silenciamento instaurado no que diz respeito à exploração trabalhista, haja vista que esse assunto é raramente discutido na mídia nacional. Desse modo, urge tirar a obscuridade da problemática para agir sobre ela, como defende Djamila.
Portanto, são necessárias medidas que combatam a exploração trabalhista no país. Para tanto, cabe ao Ministério das Comunicações, por meio de propagandas midiáticas, informar e conscientizar a população trabalhista sobre seus direitos e deveres. Do mesmo modo, o Poder executivo-poder destinado à execução das leis do país- deve rever suas normas objetivando efetivá-las. Dessa forma, pode-se concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.