A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 25/04/2022

Em meados do século XIX, a sociedade passou por diversas transformações que geraram um grande desenvolvimento tecnológico, com o surgimento das indústrias e do capitalismo. Diante disso, muito se fala sobre os modelos de produção e, com eles, a exploração trabalhista é frequentemente colocada em pauta. O filósofo alemão Karl Marx questionou tais modelos praticados, indicando a necessidade de melhoria das condições de vida da classe operária na época.

Sob essa perspectiva, na sociedade moderna ainda nos deparamos com a exploração trabalhista, acentuada pela crise econômica e, no Brasil, principalmente pelo alto índice de desemprego registrado - atualmente, mais de 13 milhões de brasileiros estão desempregados - o que leva à alta procura por trabalhos informais, sem vínculos empregatícios, sem salário base, ausentes de direitos e repletos de condições precárias de trabalho, a exemplo de serviços de entrega por aplicativos, como Rappi, iFood e Uber Eats.

Para além da modernidade trazida pelos aplicativos nas grandes metrópoles, a exploração trabalhista também pode ser observada nos pequenos municípios, como mostra o documentário “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, disponível na plataforma de streaming Netflix, que mostra a realidade vivida pelos trabalhadores da indústria têxtil na capital nacional do jeans, Toritama, no agreste pernambucano, na qual os costureiros trabalham horas a fio, sem nenhum tipo de fiscalização, ganhando por quantidade produzida em fábricas de fundo de quintal. Satisfeitos com a suposta autonomia, os trabalhadores não percebem a exploração e as consequências da falta de direitos trabalhistas garantidos pela carteira de trabalho assinada, que nessas condições eles jamais terão.

Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática. O governo federal, por meio do Ministério do Trabalho, precisa fiscalizar a situação trabalhista da população, aplicando multas nas empresas que exploram os trabalhadores e não cumprem com suas obrigações, além de regulamentar os aplicativos, para que seus entregadores tenham direitos trabalhistas garantidos e melhores condições de vida e de trabalho.