A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 25/04/2022
A primeira Revolução Industrial foi um processo importantíssimo na evolução histórica do trabalho. Contudo, ficou marcada pelas condições insalubres as quais eram impostas aos trabalhadores ingleses da época. Diante disso, a sociedade moderna ainda sofre com os resquícios autoritários dos empregadores no mundo hodierno, que tem como principais causas a formação educacional precária dos explorados e a irresponsabilidade estatal no âmbito trabalhista.
Em primeira análise, a formação educacional dos indivíduos é um dos fatores que impossibilitam a erradicação do problema. Nesse sentido, o filósofo prussiano Immanuel Kant afirmou que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob esse viés, tem-se na educação, um possível mecanismo de reversão do quadro atual, pois os que forem limitados no tocante a formação intelectual, estarão cada vez mais suscetíveis aos trabalhos insalubres, perigosos e carentes de fiscalização legislativa, por conseguinte, seus direitos profissionais serão lesados. Logo, é necessário que a educação individual seja reforçada desde os primórdios da vida.
Outrossim, a irresponsabilidade estatal no âmbito trabalhista atualmente é gritante. Isto posto, a Reforma Trabalhista de 2017 do governo Temer, que sancionou o contrato intermitente, elucida o fato supracitado. Nessa perspectiva, o Estado, agente responsável pela manutenção do respeito e da igualdade na sociedade, mostra-se como elemento protagonista da problemática, uma vez que, em suas linhas constitucionais, estão presente lacunas que favorecem a postura hostil dos empregadores. Portanto, a exploração ‘’legal’’ é um elemento preocupante que antagoniza a resolução da exploração trabalhista na sociedade moderna.
Dessarte, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual.
Para tanto, urge que o Poder Legislativo revise e altere, por meio de emendas constitucionais, as leis trabalhistas que prejudicam os trabalhadores. Essas alterações deverão ser feitas mediante a um estudo profundo das camadas sociais, visando melhoria de vida e mais estabilidade aos cidadãos, a fim de amenizar cada vez mais a exploração trabalhista na sociedade moderna. Desse modo, as injustiças sociais da Revolução Industrial ficará apenas na história.