A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 16/05/2022
A Revolução Industrial, iniciada no século XVII, teve grande impacto na modificação das relações trabalhistas modernas, marcadas por conflitos entre capital e bem-estar social. Em consonância com o século XXI, destaca-se a exploração trabalhista na sociedade, em que explicita-se a busca desenfreada de grandes empresas pelo lucro, em detrimento de seus funcionários, e a alienação do meio social brasileiro, que faz com que aceite essa situação.
Em primeira análise, é possível observar o comportamento hodierno de empresas como indiferente aos trabalhadores. Nesse viés, organizações não se veêm como responsáveis por garantir condições dignas de trabalho, uma vez que enfrentam pouca pressão social e estatal que levem-nas a tomar atitudes favoráveis a indivíduos e contrárias aos seus lucros. Sob essa perspectiva, é possível relacionar o conceito de modernidade líquida, na qual o sociólogo Zygmunt Bauman afirma que relações sociais e humanas são desprezadas frente relações ecônomicas. Assim, é notável como no meio atual os lucros são hipervalorizados e que sem uma regulamentação mais efetiva, grandes companhias não levarão trabalhadores em consideração.
Em segunda análise, nota-se como a população se encontra alienada dos malefícios dessa exploração. Nesse contexto, infere-se que o sistema exploratório contemporâneo age de modo que a teia social aceite-o como normal, atuando também como romantizador de jornadas de trabalho extensas e condições precárias. Paralelamente, o conceito de Normalização, citado por Michel Foulcalt, afirma que na sociedade ocorre a reprodução de comportamentos sem sua devida análise crítica. Dessa forma, depreende-se que a modo de quebrar o ciclo vicioso de banalização do padrão abusivo de relações trabalhistas é relevante tornar cidadãoss conscientes de seus direitos a cenários justos.
Portanto, são necessárias medidas para apaziguar a problemática. Destarte, cabe ao Poder Legislativo, em parceria com o Ministério do Trabalho, por meio da elaboração de leis, a criação de normas trabalhistas mais rígidas, a fim de combater a situação de exploração e criar indivíduos cientes das condições que são devidas. Com efeito, espera-se que a modernidade líquida se afaste do plano brasileiro.