A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 15/02/2023
A Revolução Francesa, de 1789, foi o berço de todos os direitos e deveres construídos na contemporaneidade, tais quais a liberdade e a igualdade. No entanto, a questão da exploração do trabalho na sociedade moderna é incongruente com esses princípios históricos, em virtude de entes públicos e coletivos. Assim, urge a análise precisa do imbróglio, à luz de questões normativas e educacionais.
Sob esse viés, cabe ressaltar, em primeira análise, que o problema acontece por falhas governamentais. Dentro desse aspecto, o filósofo Platão afirma que a política é a esfera para a realização do bem comum - o que não é levado a sério pelos estadistas. Isso ocorre porque há carência de políticas públicas diante de milhares de trabalhadores que têm saúde física e mental afetadas negativamente por conta das condições de trabalho as quais estão submetidos. Posto isso, a falta de fiscalização eficiente em empresas e perante empregadores autônomos contribui para a persistência do trabalho análogo à escravidão.
Outrossim, é imperioso destacar, em segundo plano, que as lacunas escolares também são o motivo do óbice. Como não há educação de qualidade para preparar o jovem ao conhecimento acerca dos direitos trabalhistas assegurados à todo cidadão por lei, a adversidade persiste, e consequências como a quantidade de pessoas se submetendo a trabalhos onde são exploradas são frequentes. Logo, deve-se aplicar o pensamento de Nelson Mandela que afirma “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, para mudança no quadro retratado.
Fica evidente, portanto, que são fundamentais a criação de medidas para amenizar o impasse citado. Para isso, os interlocutores da informação, como noticiários televisivos e canais da imprensa em outras plataformas, responsáveis por informar e conscientizar a população, devem promover a relevância sobre o trabalho análogo à escravidão na atualidade por meio de vídeos e debates com especialistas na área. Isso com a finalidade de conscientizar a população acerca das condições de submissão aceitáveis e inaceitáveis no serviço. Logo, a exploração do trabalho será intermediada no século XXI.