A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/04/2024

Com o inicio da Revolução Industrial, no século XVIII, as relações trabalhistas modernas mudaram drasticamente, saindo de um contexto agrário para o industrial. Entretanto, apesar de diversos avanços e direitos trabalhistas conquistados pelos trabalhadores, algumas mazelas ainda assombram a população. Com isso, no século 21 ainda é visto uma exploração do trabalhador moderno que pode ser analisada através do pensamento sociológico em relação ao modelo econômico e as necessidades do trabalhador.

Indubitavelmente, a sociologia marxista é fundamental para avaliar essa problemática. Em seu livro “O Capital”, Karl Marx trouxe o conceito de “exército industrial de reserva”, que a burguesia necessita de um grande número de desempregados para que a capacidade de negociações do proletariado mantenha-se baixa. Com isso, o capitalismo pode explorar os trabalhadores,  subordinando-os a salários baixos, condições insalubres e etc. Deixando-os sem opções, já que sempre existirá pessoas para substituir os insatisfeitos, aceitando condições miseráveis.

Consequentemente, para reverter essas condições e garantir sua sobrevivência as populações buscam novos meios de complementar a sua renda. Um exemplo é visto no caso da empresa americana Uber, que surgiu como uma propaganda trabalho para complementar a renda em tempo livre e sem ordens de superiores, porém, virou a primeira opção trabalhista de muitas pessoas que se encontravam na informalidade ou desemprego. Quando ingressam nesse emprego, percebem a propaganda falaciosa do aplicativo e caem em outro conceito utilizado por Marx que é o do “mais-valia absoluto”, o qual relaciona a disparidade entre o tempo trabalhado e o ganho recebido, necessitando de um grande horário de serviço para conseguir uma renda mínima.

Portanto, para combater a exploração atualmente é preciso a imposição dos trabalhadores em busca dos seus direitos, exigindo a concretização das leis trabalhistas perante o exercício de suas funções, além de reforçar a participação de grupos protecionistas e sindicatos para a conclusão dos seus direitos e recebimento da integralidade dos seus benefícios.