A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 25/10/2024

“O cidadão invisível” trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada na exploração trabalhista na sociedade moderna, onde, em alguns lugares, os direitos trabalhistas são ignorados e não aplicados, o que limita a capacidade dos trabalhadores de se defenderem. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na ineficiência governamental e na priorização de interesses financeiros.

Para Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à opressão profissional no mundo atual, visto que quando o governo não investe em agências de fiscalização do trabalho, torna-se fácil para as empresas violarem leis trabalhistas sem consequências. Assim, para que tal bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Para Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Tal visão aponta para o perigo da influencia do capital no posicionamento da mídia sobre o abuso laboral no mundo contemporâneo, visto que a busca por maiores lucros pode levar o trabalhador a enfrentar jornadas exaustivas devido à pressão exercida, prejudicando sua saúde física e psicológica. Assim, é urgente que a lógica capitalista seja substituída pela ética midiática.

Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta a exploração trabalhista na sociedade moderna. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a priorização de interesses financeiros presente no problema. Dessa forma, o Brasil poderá ter menos “cidadãos invisíveis”, como defendeu Dimenstein.