A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 08/10/2025
No filme “Caminho para El Dorado”, demonstra-se de modo análogo a exploração espanhola em busca da cidade de ouro dos Incas, uma civilização que sumiu, porém se perpetuou por conta do conhecimento de seu idioma. No contexto atual, a extinção de línguas indígenas no Brasil representa uma perda histórica e cultural. Nesse cenário, esse processo é agravado tanto pelo legado da colonização quanto pela omissão do Estado em políticas de proteção.
Percebe-se, de início, que a extinção se deve, primeiramente, ao processo de colonização. Sob uma visão eurocêntrica e de superioridade cultural, os colonizadores ao imporem o idioma português e a fé cristã, cometeram uma violação de direitos contra os povos nativos. Consequentemente, promoveram o apagamento da identidade original do país de vários grupos, o que vai contra ao que prega a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que assegura o direito à cultural e à identidade. Portanto, o processo desumano instaurado à época criou um panorama onde os idiomas indígenas são obsoletos, e não como patrimônio imaterial, resultando em uma profunda perda de memória histórica para toda a nação.
Além disso, o cenário é agravado pela ausência de políticas públicas pelo governo, agravando o problema. De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 215, garante-se a proteção às manifestações de culturas populares e indígenas. Contudo, o governo não investe em documentações, registros e o ensino dessas línguas, permitindo que o apagamento cultural persista. Logo, esse descumprimento contribui para a invisibilidade dos povos indígenas e de suas linguagens, as quais fazem parte da riqueza do patrimônio brasileiro.
Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação em parceiras com o Ministério da Cultura e as escolas, promova o reconhecimento e a curricularidade das línguas como Patrimônio Imaterial. Tal iniciativa pode ser implementada por meio de programas de incentivo e subsídios para a criação de cursos online, e plataformas digitais interativas que deverão ser gratuitos e obrigatórios nas escolas de rede pública, ensinando o Tupi, o Guarani e outros idiomas ameaçados. Com o efeito de resgatar a memória histórica da nação e combater a invisibilidade