A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 18/09/2020

A língua é um importante mecanismo de comunicação e de transmissão de cultura e costumes. Todavia, diversos idiomas falados por diferentes povos, como os indígenas, estão se extinguindo, em razão de desafios produzidos na sociedade. Com isso, alguns dos problemas que geram essas perdas são as desvalorizações dos indígenas e a ausência de investimento nas instituições que as preservão.

Em primeiro lugar, o descontentamento com o índio acarreta na perda de seus valores sociais. Nesse sentido, Sérgio Buarque de Holanda, historiados brasileiro, argumenta que os produtos do meio social são provenientes de raízes originadas no período de formação do país. Nesse aspecto, a origem brasileira remete aos povos compositores, como os índios, e diversas características, seja linguísticas e culturais, são compostas por eles, havendo uma miscigenação não só do povo, mas dos costumes e da fala, assim, a desvalorização dessas pessoas retira e desvaloriza a importância histórica produzida por eles. Exemplo dessa negligencia são os desrespeitosos, realizado pelo governo e a sociedade, as terras indígenas demarcadas, ferindo um direito constitucional. Assim, é preciso combater o esquecimento desses indivíduos, em prol da valorização das informações que eles proporcionam.

Em segundo lugar, a ausência de investimento em entidades governamentais que protejam e preservem essas línguas impulsiona suas extinções. Deste modo, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que a globalização contém perversidades que excluem e negligenciam as pessoas. Dessa maneira, o esquecimento da sociedade indígena induz a ausência de capital para a sua preservação, não havendo recursos nem mesmo para as matérias que estudam esses meios, como a sociologia, o que gera um deficit no conhecimento que esses locais fornecem, o que dificulta na visão de um futuro melhor, tornando esse lugar mais desconhecido ao não conhecer o passado que o origina. Exemplo dessa desvalorização cultural são os cortes de capital realizado nas faculdades de sociologia  que os estudam e protegem. Logo, é preciso investir em instituições que defendam seus direitos.

Portanto, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Secretária de Cultura, deve realizar ações, como a valorização dos conhecimentos indígenas, por meio de aulas e eventos, da mesma forma que lecionam a respeito da luta africana e seus costumes, para que assim seja exibido a experiência produzida por eles, sem desvalorizar e negligência as diferentes riquezas proporcionadas pela sua língua. Ademais, o MEC, em parceria com o Ministério da Economia, deve realizar ações, como investimento em instituições e em profissionais da área da sociologia, por meio de recursos governamentais, da mesma forma que é feio com os demais cursos, para que assim haja a preservação dos idiomas deles, iluminando o passado que origina o Brasil e abrindo caminho para um futuro melhor.