A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 21/09/2020

A obra “Ubirajara” de José de Alencar retrata acerca de um índio brasileiro que não se corrompeu com a cultura europeia. Fora do campo literário, entretanto, a cultura nativa encontra-se ameaçada, visto a extinção de línguas indígenas no Brasil. Nesse contexto, cabe analisar que tal cenário se deve à devastação e à falta de valorização à cultura indígena, o que é inconstitucional .

Primeiramente, a desvalorização da cultura nativa nacional culmina na extinção de línguas aborígenes. Nesse sentido, vale salientar que segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, mais de 80 etnias indígenas desapareceram na primeira metade do século XX. Desse modo, infere-se que a devastação da população aborígene é consequência da desvalorização e negligência a tais povos, o que corrobora para a destruição dos costumes nativos. Logo, a permanência de tal conjuntura é intolerável.

Outrossim, é sabido que as línguas indígenas são patrimônios linguístico- culturais brasileiros. Diante disso, é válido ressaltar que de acordo com o artigo 227 da  Constituição Federal , é dever do Estado garantir o direito à cultura e dignidade. Assim sendo, a destruição e a depreciação do patrimônio linguístico indígena viola o artigo 227 da constituição e,  por conseguinte, se configura como quebra dos direitos constitucionais, o que é inaceitável.

Dessarte, tal panorama se deve à destruição e depreciação à cultura de povos nativos. Portanto, o Ministério da Educação, deve criar campanhas de valorização e resgate aos costumes aborígenes, por intermédio de eventos artísticos nas escolas e de publicidades. Dessa forma, tal proposta deve atender a todo o país, em escolas públicas e privadas, com o intuito de frear a extinção de línguas indígenas no Brasil. Assim, a beleza  retratada em “Ubirajara” refletirá a realidade brasileira.