A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/09/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmo direitos, inclusive à valorização cultural. Entretanto, a frequente desvalorização das línguas indígenas demonstra que essa premissa não é experimentada na prática. Nesse contexto, cabe analisar que o comportamento social e a negligência governamental são os principais causadores da persistência desse problema.
No que concerne à problemática, a falta de preocupação, por parte de alguns brasileiros, é um fator que promove a extinção desses dialetos. Nesse viés, consoante ao pensamento de Zygmunt Bauman, as sociedades contemporâneas são pautadas na efemeridade, na individualidade e no imediatismo. De maneira análoga, a teoria do sociólogo aplica-se à realidade brasileira, tendo em vista o comportamento fútil dos cidadãos, que não se preocupam em promover a valorização sociocultural e patrimonial, fatores que promoveram o desenvolvimento do país. Como consequência, a população tem caráter individualista, concomitante com a perca da linguagem indígena.
Outrossim, a ineficácia das leis são fatores que agravam a situação do desaparecimento da língua nativa brasileira. No que tange o ponto de vista apresentado, segundo o contratualista Thomas Hobbes, cada cidadão abre mão de parte da sua liberdade e delega funções ao Estado, que são exercidas por meio de um contrato social -leis-, a fim de atingir o bem-estar comum. Em analogia, tem-se pouca representatividade política no Congresso Nacional, no que diz respeito a falta de discursão para promover a valorização sociolinguística das comunidades indígenas. Com efeito do descaso governamental, as comunidades de índios são injustiçadas.
Urge, portanto, medidas para amenizar a situação em questão. Para isso, cabe ao Ministério da Educação em parceria com a Secretaria da Cultura, desenvolver a admiração do dialeto indígena. Isso será feito por meio de um incremento na grade curricular do ensino básico, de forma a promover o estudo das diferenças linguísticas e culturais existentes na sociedade, e suas importâncias. Dentro dessa conjuntura, tais ações objetivam preservar essa linguagem brasileira.