A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 18/09/2020

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Esta afirmação da renomada filosofa Simone Beavouir pode servir como metáfora à extinção de línguas indígenas no Brasil, uma vez que, por mais escandalosa que a situação seja, poucos são só esforços para combatê-la. Portanto, indubitavelmente, tal conjuntura advém tanto da falta de valorização, como do enorme preconceito para com os indígenas.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de valorização por parte da sociedade como influenciador do problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “O estado é responsável por garantir o bem-estar social”, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato se reflete à desvalorização, seguido pelo desconhecimento dos indivíduos sobre as línguas indígenas, e a sua importância. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Em segundo lugar, convém ressaltar que a Constituição Feder de 1988, em vigor até hoje, está entre as razões para a persistência da problemática. De maneira análoga a Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. Porém, é notório que a extinção das línguas indígenas no Brasil viola esse direito, no que se refere ao preconceito existente na sociedade com os índios, classe afetada. Tendo em vista que isso é um mal a ser combatido.

Sendo assim, medidas são necessárias para atenuar essa questão. Logo, o governo federal, em parceria com o superministerio da cidadania e a justiça legislativa, deve promover ações em favor aos indígenas, por meio de leis que visam proteger fato tão importante do berçário brasileiro, com o intuito de amparar as línguas maternas do Brasil. Deste modo, esse escândalo deixará de afligir a sociedade.