A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 18/09/2020
A chegada dos portugueses no Brasil, foi um marco importante para história e para época, pela grande riqueza que o território brasileiro possuía naquela período em questão da fauna, flora e riquezas minerais. Porém, uma tragédia à população nativa da região, uma vez que a população aborígene foi quase que totalmente exterminada do Brasil e com isso foi embora as línguas indígenas, uma das principais heranças culturais de um povo. Esse cenário é fruto tanto da má qualidade da educação no país, quanto pela globalização na contemporaneidade. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de ensinar a população a importância da herança da língua indígena.
Primeiramente, é válido ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Ocupando a nona posição na economia mundial, de acordo com a Fundação Instituto de Administração, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido em uma possível extinção da língua indígena no Brasil. De acordo com a FUNAI, a população indígena em 1500 era de 3 milhões de habitantes, caindo para cerca de 70 mil em 1957. Desse modo, levando em consideração o que Pitágoras diz, “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”, é possível analisar a extrema importância do estudo da cultura indígena nas escolas.
Outrossim, é a importância da identificação cultural que é um elemento híbrido e maleável que forma a cultura identitária de um povo, aquilo que os diferencia dos demais. Segundo Maquiavel, “Os fins justificam os meios”, trazendo a citação para o contexto atual, observa-se que devido a rápida expansão da globalização no Brasil fez com que as pessoas deixassem as heranças culturais para fazerem a apropriação de outras, devido a grande quantidade de informações que circulam em curto espaço de tempo pelos meios de comunicações e isso leva às pessoas a terem mais informação sobre outras culturas e acabam muitas vezes alienadas ou apenas por livre espontânea vontade adquirindo para si.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para evitar a extinção da língua indígena no Brasil. Dessa maneiras, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Governo Federal, será revertido em um plano nacional para capacitar os professores de redes de ensino tanto privadas, quanto públicas com cursos de língua indígena, que por meio do Ministério da Educação terá o intuito de ensinar desde crianças nas escolas aos cidadãos que é de extrema importância a valorização da língua nativa e assim evitando o fim de heranças culturais deixadas pelos nativos da região. Somente assim seria possível impedir a extinção da língua indígena no Brasil.