A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 21/09/2020
Desde o princípio no Brasil, os indígenas tiveram a cultura apagada pelos colonizadores. Esse panorama se mantém, tendo em vista que a língua é uma das principais características na definição de cultura. Essa problemática é intensificada, por causa da ocultação do orgulho de ser indígena combinada com a briga por territórios. Por conseguinte, manter o número de línguas indígenas constante é uma tarefa difícil.
Em primeiro plano, hodiernamente, há uma negligência dos agropecuaristas, visto que com o crescimento das grandes fazendas no Mato Grosso e Amazonas, os territórios indígenas são desprezados, essa circunstância contribui para diminuir o número de línguas. Prova desse cenário é que, consoante com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), são nas regiões Norte e Centro-Oeste que há maior quantidade de índios, justamente, nessas regiões que a agropecuária é explorada com intensidade. Logo, os encontros entre homem branco e indígenas geram diversos conflitos territoriais que afeta a diversidade de línguas.
Outrossim, as pessoas pensam que ser indígena é ser o mesmo de 1500, segundo o ativista e publicitário indígena Denilson Baniwa. Nessa perspectiva, a população brasileira corrobora para coagir os indígenas que acabam ficando envergonhados da própria cultura, por outras palavras, continuam sendo pré-julgados, apesar do século atual, ou seja, número secular não significa progresso social. Portanto, a máxima de Jean-Jacques Rosseau se enquadra no contexto dos índios: ‘‘O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado’’, uma vez que seja no campo lutando pelo direto de possuir terras, garantido pela Constituição de 1988, ou no meio urbano vítima de ideias preconceituosas, o indígena é subjugado.
Em síntese, o indígena é forçado a aprender o português, pois é expulso do campo e sofre preconceitos nas cidades, essas duas realidades degradam o número de línguas. Destarte, para mitigar esse impasse o Estado deve fornecer maiores verbas para o exército por intermédio de um aumento nas taxações para os fazendeiros. Paralelamente, aquele deve aumentar o número de patrulhamento em locais de predominância de agropecuária, evitando os conflitos. Além do mais, as redes sociais mais influentes como: Facebook e Instagram devem fazer campanhas contra o preconceito relacionado aos indígenas. Só assim, os indígenas se sentirão seguros em manifestar e preservar as línguas que sobraram desde o Brasil colônia.