A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 20/09/2020
Na obra “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, é relatado que a pós-modernidade é fortemente voltada para o individualismo. Com isso, não existe na maioria dos casos empatia em ajudar um cidadão ou algum grupo minoritário, o que fortaleceu as extinções de línguas indígenas. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a necessidade de valorização da linguagem indígena brasileira, mas também a falta de providências do Estado.
Em primeiro lugar, os padrões estabelecidos pela sociedade dificultam que a língua nativa se expanda, e corrobora para que seja ocultada. Com isso, desde a colonização brasileira, os povos indígenas foram vistos pelos portugueses como uma sociedade inferior em relação aos seus costumes, vestimentas e linguagem. Dessa forma, está enraizado no Brasil que a cultura indígena não costuma ser considerada importante, e que existe uma desvalorização por parte da sociedade.
Ademais, é preciso uma reeducação no sistema sobre a maneira que é tratada a cultura indígena no Brasil. Assim, de acordo com Nelson Mandela, considerado como o mais importante líder da África Negra, a educação é a arma mais poderosa do indivíduo, sendo essa capaz de mudar o mundo. Desse modo, o Estado deve tomar atitudes, não deixando que esse processo de aculturação dos indígenas se transforme no esquecimento de sua linguagem, em que esses tenham uma vida digna.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias para esta situação. Urge que o Ministério da Educação faça campanhas e palestras em escolas, áreas urbanas e rurais, sobre a necessidade de conhecer diferentes culturas, para tentar tornar comum a forma de expressão indígena, como meio de valorizar e expandir nossos povos nativos que merecem respeito. Além disso, a mídia deve incentivar visitas aos povoados indígenas, para que essa linguagem e principalmente cultura não seja esquecida, a fim de tornar uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, a educação mudará o mundo, como constatou Mandela.