A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 20/09/2020
Os idiomas indígenas estão ameaçados de extinção no Brasil. Essa afirmativa pode ser comprovada com dados divulgados pela Unesco, que informam que quase 200 línguas indígenas correm o risco de desaparecer no país. Diante disso, é lícito afirmar a necessidade de solucionar essa problemática, que é causada pela formação socioeducacional e pelo exíguo interesse da população em aprender essas línguas.
A princípio, é preciso atentar para educação que não incentiva o aprendizado desses idiomas, que é um fator determinante na persistência do desaparecimento. Nesse sentido, conforme Paulo Freire, filósofo brasileiro, a educação presente no Brasil é “bancária”, isto é, não estimula o senso crítico e a autonomia do indivíduo. Desse modo, constata-se que o sistema de ensino brasileiro precisa levar à pauta a extinção de idiomas indígenas, mas isso não tem ocorrido, já que a grade curricular explora apenas assuntos conteudistas que fazem esse tema não receber atenção devida, o que acaba por dificultar uma possível atuação futura sobre ele. Logo, indubitavelmente, esse cenário prejudica a resolução do problema, já que forma cidadãos despreparados para entender e lidar com esse impasse, por isso, como defendeu Sêneca, filósofo espanhol, “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”.
Somado a isso, convém ressaltar que a postura da sociedade é um forte empecilho para consolidação de uma solução para essa extinção. Nessa perspectiva, Gabriel, o Pensador, na música “Até Quando”, traduz como principal crítica a comodidade do brasileiro frente aos problemas sociais. Dessa maneira, verifica-se que essa situação serve de símbolo para o conformismo social diante da erradicação dos idiomas indígenas, visto que a passividade dos indivíduos dá continuidade ao impasse, pois reivindicações da sociedade pela resolução desse desaparecimento são necessárias para realização de mudanças no que tange essa área. Assim, é substancial que a sociedade reaja, objetivando intervenções nessa questão.
Portanto, medidas capazes de mitigar essa problemática devem ser tomadas. Posto isso, a escola deve, por meio de cursos de idiomas com líderes de tribos indígenas, incentivar com campanhas o aprendizado de línguas indígenas. Esse projeto pode ocorrer no período extraclasse e ser aberto à comunidade. Espera-se. com essa medida, que mais pessoas entendam questões relativas ao idioma, aprendam e se tornem cidadãos mais atuantes em busca de resoluções para essas estatísticas da Unesco mudem para melhor.