A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 01/10/2020

No livro O Uruguai, de José de Alencar, é descrito um cenário no qual um índio, de nome “Peri”, abandona a própria cultura e começa a se comunicar com seus senhores na língua portuguesa de Portugal. De maneira semelhante, esse cenário se encontra instalado no Brasil hodierno, no qual há o risco da extinção de algumas. Assim, não só a desvalorização da cultura indígena, como também a escassez de projetos para a preservação dessas línguas corrobora essa problemática.

Em primeiro ponto, é fulcral analisar o diminuto número de escolas que abordam os valores da cultura indígena. Dessa forma, por essa temática ser pouco abordada, há riscos que os próprios indígenas que frequentam tais instituições de ensino tenham um sentimento d não pertencimento, como o ocorrido com Peri em O Uruguai. Por isso, é necessário novos meios para valorizar está rica cultura.

Em segundo ponto, é notório o fraco e mínimo números de projetos para preservação e revitalização dessas línguas. Dessa maneira, de acordo com o documentário” Ainda que eu falasse a língua dos índios”, exibido pela TV Justiça, fica claro que não é fornecido meios para a preservação, pois nele há jovens que dizem que não querem mais aprender sua língua nativa. Logo, é fundamental a intervenção estatal nessa conjuntura.

Portanto, é preciso que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, crie projetos para a revitalização das línguas indígenas, com a introdução de materiais específicos que abordem esse tema nas instituições de ensino com maioria de alunos indígenas, com o fim de que tais passem a valorizar sua própria cultura. Seguindo esse panorama supramencionado, será possível atenuar o grande risco da extinção de línguas indígenas no Brasil.