A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 21/09/2020
Os idiomas indígenas estão ameaçados de extinção no Brasil. Essa afirmação pode ser comprovada com dados divulgados pela Unesco, que informam que quase 200 línguas indígenas correm risco de desaparecer no país. Diante disso, é lícito afirmar a necessidade de solucionar essa problemática, que é causada pela formação socioeducacional da sociedade e pelo exíguo interesse da população em aprender essas línguas.
A princípio, é preciso atentar para o sistema educacional que não incentiva o aprendizado desses idiomas, o que é um fator determinante na persistência do desaparecimento. Nesse sentido, conforme Paulo Freire, filósofo brasileiro, a educação presente no país é “bancária”, isto é, não estimula o senso crítico e a autonomia do indivíduo. Desse modo, constata-se que o sistema de ensino brasileiro precisa levar à pauta a extinção de idiomas indígenas, mas isso não tem ocorrido, já que a grade curricular explora apenas assuntos conteudistas que fazem esse tema não receber atenção devida, o que acaba por dificultar uma possível atuação futura sobre ele. Logo, indubitavelmente, esse cenário prejudica a resolução do problema, já que forma cidadãos despreparados para entender e lidar com esse impasse. Somado a isso, convém ressaltar que a postura da sociedade é um forte empecilho para consolidação de uma solução para essa extinção.
Nessa perspectiva, Martin Luther King, ativista político estadunidense, diz que “O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas”. Dessa maneira, verifica-se que ele traduz como principal crítica a comodidade da população, que pode servir como símbolo para o conformismo social diante da erradicação dos idiomas indígenas, sendo um problema, visto que a passividade dos indivíduos dá continuidade ao impasse, pois reivindicações da sociedade para resoluções são necessárias para realização de mudanças nessa área. Assim, é substancial que a sociedade reaja, objetivando intervenções nessa questão.
Portanto, medidas capazes de mitigar essa problemática devem ser tomadas. Posto isso, a escola deve, por meio de cursos de idiomas com líderes de tribos indígenas, incentivar com campanhas o aprendizado de línguas indígenas. Esse projeto pode ocorrer no período extraclasse e ser aberto à comunidade. Espera-se, com essas medidas, que mais pessoas compreendam questões relativas ao idioma, aprendam e se tornem cidadãos mais atuante em busca de resoluções para essas estatística da Unesco mudarem para melhor.