A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 21/09/2020

No filme de animação “ Toy Story 4”, é analisado acerca da persistência de Woody por jamais deixar um brinquedo para trás e esse caráter encontra uma função cheia de significados. O personagem Garfinho, nesse sentido, não é somente um talher descartável e reelaborado por uma criança, e sim, em primeiro olhar, a materialização de uma criação. Fora da trama, é fato como a representação do “Garfinho”, pode ser associada a questões da vida social indígena no século XXI, a saber: com a desvalorização cultural dos novos meios de educação, em consonância, a extinção da mesma no seu convívio social.

Em princípio, é considerável trazer o discurso do físico Edward Lorenz, em sua “teoria do caos”, na qual são situações que por quaisquer mudanças em suas condições iniciais podem apresentar resultados completamente diferentes no futuro. Nessa lógica, a extinção das línguas indígenas no Brasil está em convergência com o autor, visto que quando é aplicado recursos educacionais e ensinos de fora para crianças dentro da tribo, suas características e conceitos são influenciados por aquilo que lhe foi apresentado. Desta forma, evidencia a perda de sua essência como a causa inicial que resulta em uma mudança radical dos seus costumes originados por seu meio social.

Outrossim, é valido ressaltar que, conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “duplo efeito”, a qual explica em que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas e negativas. De maneira análoga, a contribuição de culturas externas colocadas para dentro do espaço indígena vai de encontro as perspectivas do pensador, dado que aumentara a falta do uso original de sua língua tendo o convívio com as culturas inglês e portuguesas ensinadas nas escolas feitas para os índios. Com base nisso, a ação em promover recursos educacionais aos índios, traz um efeito contrário e negativo também com base na mudança das características que fazem eles serem diferentes da sociedade moderna.

Portanto, fica evidente que tome medidas especulantes para uma construção eficaz da extinção das línguas indígenas na sociedade brasileira. Para tanto, cabe ao Estado, juntamente com o Ministério da Educação, que tem o poder de regulamentar e fiscalizar suas formas de trabalho, a reorganizar novos recursos sobre o espaço indígena, por meio de estratégicas e formas didáticas de trazer a educação e tecnologia sem atingir e prejudicar a essência dos ensinamentos das tribos, a fim de restaurar muitas culturas que estão sendo exterminadas pelo descuido da sociedade. Para que, assim, como no filme “ Toy Story”, as línguas indígenas não seja um fator descartável, mas sim a essência da história brasileira preservada, pois uma língua é o patrimônio cultural e ele não deve ser violado.