A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 21/09/2020
Durante a segunda geração romântica, os indivíduos nativos eram símbolo de exaltação nacional. Entretanto, tal cenário se distancia do vivido no Brasil durante o século XXI, visto, a extinção da língua indígena no país. Nesse ínterim, urge compreender de que forma a sobreposição cultural contribui para a depauperação da cultura indígena no Brasil.
Em primeiro plano, vale ressaltar de que forma a visão eurocêntrica contribui para a sobreposição cultural. Sob tal óptica, é sabido que desde a chegada de Pedro Álvares Cabral, no século XVI, a cultura indígena é vista como inferior. Nesse sentido, mesmo que a língua portuguesa brasileira seja marcada pela integração do português, com as línguas indígenas, grande parte delas estão sendo extinguidas. A exemplo disso, conforme publicado pelo jornal “G1”, quase 90% das línguas nativas foram extintas. Dessa forma, torna-se perceptível que decorrente a idéia de hierarquização cultural, observa-se um processo de sobreposição dos costumes nativos.
Outrossim, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pressuposto, é notório que em detrimento a extinção da língua indígena no Brasil, tem-se a depauperação da cultura brasileira. Essa premissa é justificada pois, a cultura brasileira é marcada pela integração de diversas etnias, com isso, pelo sumiço da língua nativa, consta-se o empobrecimento cultural. Por consequência, atos de violência como: racismo e preconceito etnico aumentará às vítimas desse legado.
Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a resolução do impasse, urge que o Ministério da Educação e Cultura -MEC, implemente, por meio de uma reforma educacional nas escolas -visto que são o maior veículo de formação de opinião e conhecimento, disciplinas no currículo básico e médio, que estude as línguas indígenas e a sua importância para a valorização cultural e, consequentemente, conscientize sobre a relevância dessa população para a cultura nacional. Desse modo, a realidade vivida durante a segunda geração romântica se fará presente e a extinção da língua indígena não será tangível.