A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 22/09/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratados com a mesma importância. No entanto, é possível perceber, que a questão caótica da extinção de línguas indígenas no Brasil contraria o ponto de vista do filósofo, já que os índios estão tendo a sua diversidade linguística diminuída sem a devida atenção da sociedade.Diante disso, não só a mentalidade social que não valoriza a cultura indígena, mas também o legado histórico brasileiro de preconceito favorecem a existência dessa entrave.

Deve-se pontuar , de ínicio, que o racíocinio coletivo de ausência valoriativa da cultura indígena configura-se como um grave problema no quer diz respeito aos idiomas dos índios no Brasil. Conforme o defendido pelo sociólogo Durkhein, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Acerca dessa lógica, o pensamento comunitário influência fortemente as pessoas, em virtude de, por exemplo, essas estudarem a língua inglesa desde a educação básica, por isso, essa não corre o risco de ser extinta, pois ocorre a prática excessiva, algo que não ocorreu com a língua indígena. Portanto, é inadmíssivel que essa situação complexa continue.

Ademais, a herança antecendente brasileira conflituosa é outro ponto relevante nessa temática. Nessa perspectiva, desde a chegada dos portugueses no Brasil 1030 línguas  indígenas foram extintas, de acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.Por essa ótica, depois de 520 anos ainda há consequências da colonização brasileira para os indígenas que foram escravizados, tiveram a tribo maia extinta, e continuam tendo a cultura de seus antepassados desrespeitadas e extintas. Por isso, é indispensável que haja uma interferência nesse quadro.

Logo,medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Estado deve fazer uma reforma no currículo escolar , por meio de um projeto educacional com os cacifes de tribos indígenas. Tal reforma, deve englobar matérias que ensinem, pelo menos duas, línguas indígenas, a fim de que esse contexto atual seja modificado e tenha uma minimização na extinção de línguas indígenas no Brasil. Assim, o defendido pro São Tomás de Aquino será de fato uma realidade.