A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 29/09/2020

É fato que para o desenvolvimento de uma nação a linguagem assume papel fundamental na disseminação do conhecimento, cultura e fortalecimento da identidade nacional. Entretanto, na modernidade brasileira, infelizmente, é preocupante o desaparecimento das línguas indígenas. Assim, se pode atribuir o empasse tanto ao processo de colonização quanto a hegemonização da linguagem. Dessa forma, faz-se a compreensão dos entraves para sua resolução.

Em primeira análise, a colonização do território brasileiro deu-se pela subjugação dos  povos nativos o que gerou a perda da pluralidade linguística. Deste modo, na evolução historiográfica o pensamento europeu interferiu nas culturas existentes na América Portuguesa, pois havia o sentimento de superioridade sobre os nativos, de forma que as habitantes eram vistos como bárbaros. Por exemplo, no Romantismo, período literário, a imagem do nativo foi transformada para se assemelhar ao do colonizador, com um linguajar resbunado e metropolitano, logo deturpava a diversidade linguística tupiniquim. Como sequela, desvalorização dessas línguas, apesar de serem um mecanismo de conhecimento desses povos, como também de afirmação da pluralidade do ser brasileiro.

Embora o processo histórico tenha contribuído para o cenário atual a globalização também tem efetiva influência na extinção do idiomas autóctones.  Por exemplo, de acordo com o site G1, os jovens potiguaras, tribo do estado da Paraíba, tem sua língua afetada pela chamada ‘‘Cultura de massa’’ que consiste na hegemonização de um costume, em destaque o língua. Dessa  maneira, os habitantes deixaram de falar o tupi e aderiram, majoritariamente, ao português em que somente os idosos da tribo ainda se comunicam no idioma de origem. Assim, evidenciando que globalização tem efeito contraposto ao ideal que objetiva diminuir a distâncias, mas preservando a identidade de cada povo.

Em suma, é mister que o Estado tome providências para preservar a diversidade linguística nacional. Para que os povos nativos tenham sua cultura preservada e valorizada cabe ao MEC (Ministério da Educação), juntamente a FUNAI (Fundação Nacional do Índio)  e comunidade implantem, por meio de verba estatal, projetos em escolas publicas e privadas que ofereçam como atividade extracurrilar o aprendizado de línguas indígenas regionais, além de cursos capacitação de professores interessados, a fim de que a língua aborígene seja integrada a realidade dos alunos e todo o meio social como parte do indenitário canarinho.  Somente assim, o progresso será por base da sociedade.