A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Não há dúvidas de que a comunidade indígena está passando por problemas socioculturais, perante a um grande crescimento da extinção das línguas. Dessa forma, sabe-se que, durante a chegada dos portugueses, os indígenas sofreram com o forte etnocentrismo dos europeus pelo sentimento de superioridade com a diversidade cultural devido ao encontro deles. Além disso, é possível perceber que a extinção da língua indígena é um grande problema e tem como origem o etnocentrismo que ainda é concreto na sociedade brasileira.

Primeiramente, a língua indígena está sendo perdida gradualmente e com ela, a diversidade cultural, a história e o espaço dos indígenas na sociedade. Ademais, um país que é tão diverso e acaba perdendo sua essência e a dá espaço ao etnocentrismo, pois a sociedade precisa, acima de tudo, conhecer a história, a cultura e as línguas indígenas para terem maior conhecimento dos patrimônios indígenas, sejam eles materiais ou imateriais. Além disso, é importante ressaltar que os indígenas lutam  pelos direitos há anos, e recentemente, a invasão de terra e morte das línguas explicam com a existência plena deles.

Outrossim, há poucos projetos voltados aos indígenas para enaltecer as diferentes línguas que são faladas no brasil, e também, a falta de reação do governo com o acontecimento trágico das línguas sendo extintas. Além disso, há muitos professores, literários e sociólogos que ressaltam a importância das diferentes línguas e a luta dos indígenas, dessa forma fortalece a luta indígena. No entanto, é necessário maiores ações do governo para  o desenvolvimentos das línguas.

Portanto, é necessário o Ministério da Educação proporcionar nas escolas o ensino das línguas indígenas por meio de projetos voltados à restauração da diversidade linguística brasileira com objetivo de valorizar um país rico e diverso. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sendo assim, é possível fazer um país mais amplo, conhecedor da história e valorizador da diversidade.