A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 22/09/2020

Durante a colonização do Brasil, grupos cristãos vieram ao país com a missão de catequizar os nativos, impondo, portanto, o idioma, a cultura e a religião europeia aos povos indígenas. Dessa forma, entende-se que a falta de investimentos em políticas públicas, bem como a exclusão da cultura indígena no cotidiano, apresenta-se como problemas para a preservação das línguas aborígenes.

Em primeiro lugar, é notória a ineficiência do Estado em garantir a proteção da cultura indígena. Segundo a Constituição de 1988, todo indivíduo possui direito de expressar sua identidade cultural. Apesar da Constituição assegurar o direito, o mesmo não se cumpre na realidade, pois a escassez de verbas governamentais contribui para o constante anulamento do idioma indígena em ambientes sociais, impedindo, desse modo, a execução do direito garantido a esses povos.

Além disso, é evidente o processo de exclusão da cultura aborígene em meio a sociedade brasileira. Conforme dados das Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Brasil está entre os países com maior número de línguas indígenas extintas. Isso ocorre, em razão dos avanços tecnológicos e industriais da sociedade brasileira, acarretando, consequentemente, na não adesão da língua, devido a necessidade do Brasil de se enquadrar no panorama da globalização mundial.

Sendo assim, medidas são necessárias para solução do problema. Logo, o governo federal, junto ao Ministério da Cultura, por meio de incentivos governamentais e criação de leis, deve ampliar a difusão e preservação dos idiomas indígenas, a fim de possibilitar o reconhecimento e aceitação em meio a sociedade atual. Dessa forma, será possível mitigar os problemas enfrentados na preservação dessas línguas.