A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 22/09/2020
Em 1595, durante a colonização do portuguesa, o jesuíta Padre José de Anchieta escreveu o dicionário Tupi-Guarani, até então língua mais falada da Costa do Brasil. Entretanto, na sociedade contemporânea, os vocabulários nativos estão ameaçados de extinção. Esse cenário é fruto tanto da baixa atuação do governo, quanto da desvalorização da cultura indígena durante o contato com outras civilizações.
Em primeiro lugar, é substancial ressaltar a questão constituinte como uma das causas do problema, visto os baixos investimentos para frear a extinção de línguas indígenas. Esse panorama pode ser observado, por exemplo, no levantamento realizado pela UNESCO, na qual cerca de 77% dos idiomas nativos não são mais utilizados. Dessa forma, essa cultura importante para a formação do país, no futuro, pode existir apenas nos livros de história.
Ademais, outro fato a salientar é a desvalorização indígena durante o contato com outras culturas, como uma promotora do problema. Nesse sentido, o menosprezo aos primitivos é retratado desde a colonização do Brasil, pelos portugueses, bandeirantes e latifundiários, estendendo-se até os dias de hoje. Sob esse espectro, em alguns casos, quando um indígena entra em contato com outras culturas mais avançadas, são vistos como povos a serem a serem civilizados, e perdem suas características no decorrer do tempo, como a sua dialética. Entretanto, a linguagem utilizada por eles deve ser preservada, já que é rico patrimônio cultural do país.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da extinção do vocabulário indígena. Dessarte, com o intuito de mitigiar impactos negativos, cabe ao Ministério da Educação, inserir, nas redes de ensino, aulas ligadas a cultura indígena e seu dialeto, com aulas, estudos de caso e palestras. Além disso, é de responsabilidade do Ministério da Cultura direcionar profissionais de letras para tribos, com a finalidade de descrever e preservar as linguagens nativas. Desse modo, espera-se atenuar de médio a longo prazo a extinção dos vocabulários nativos.