A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 23/09/2020
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500, iniciou-se um processo de submissão e extermínio dos povos indígenas e de suas culturas, principalmente por conta de conflitos e doenças que a chegada dos europeus trouxeram. De certo que estes povos ainda vem sofrendo com procedimentos semelhantes aos desse período citado, visto que, atualmente, as suas línguas estão cada vez mais desaparecendo, tanto por uma desvalorização para com elas como também por um contato frequente com o português brasileiro. Dessa forma, é necessário um debate acerca da problemática relatada visando entender mais profundamente suas causas e encontrar meios para combate-las. Primeiramente, observando o livro ‘‘O Doador de Memórias’’ da escritora americana Lois Lowry, encontramos uma sociedade que foi privada de todo o conhecimento de suas histórias e culturas passadas. Paralelamente a ficção, encontramos, no atual cenário do país, povos em que suas línguas, que são uma das principais fontes de informações sobre seu passado e conhecimentos, vem sendo extintas sem nem serem estudadas e analisadas. A falta de estudos sobre as línguas indígenas é uns dos principais fatores que contribuem com o seu desaparecimento, já que, no momento em que essa forma de comunicação não é catalogada, passa a correr o risco dos falantes nativos não conseguirem à passar para as próximas gerações, privando essas ultimas, assim como a sociedade do livro, a ter acesso a parte de sua cultura.
Ademais, assim como no processo de globalização em que os povos por terem acesso a diversas partes do mundo acabam aderindo às práticas de outros povos, os indígenas também, por estarem constantemente em contato com o português brasileiro, acabam por implementar partes ou até a língua em sua totalidade a sua vida, resultando, muitas vezes, com o passar de gerações, ao desaparecimento da língua nativa por aderirem outra.
Assim, é notório que há uma desvalorização com as diversas formas de comunicação dos índios, levando cada vez mais ao desaparecimento dessa variedade. Portanto, cabe ao Governo, por meio de uma norma, solicitar aos indígenas o estudo de suas línguas, afim de que com isso se possa as ter registradas, como uma forma de manter preservado essas formas de comunicação e os registros possam servir para que as novas gerações os estudem e evitem que essas formas de cultura não sejam extintas e nem esquecidas.