A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 23/09/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da extinção de línguas indígenas no Brasil, contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que esse grupo tem sido vítima de descaso constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do legado histórico e da falta de debates sobre o tema.

Em primeira análise, o legado histórico, mostra-se um dos desafios à resolução do problema, pois desde o período colonial brasileiro os povos indígenas têm suas crenças e culturas deixadas de lado. Pode-se observar que, nesse período da história, os jesuítas chegaram com um único objetivo: catequizar e tornar os índios cristãos e para isso seria necessário que os indígenas aprendessem a língua portuguesa para a leitura dos trechos bíblicos.

Outro ponto relevante, é a falta de debate a respeito dessa temática. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problemas como esse seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere ao tema, que ainda é muito silenciado. Assim, trazer à pauta essa questão e debatê-la amplamente aumentaria a chance de atuação nela.

Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Como solução, o MEC em parceria com os Governos Municipais, deve desenvolver palestras e um espaço para debates e rodas de conversa sobre a importância da preservação das culturas e línguas indígenas no Brasil, no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a participação de professores e especialistas no assunto. Além disso tais eventos podem ser abertos à comunidade para que mais pessoas compreendam questões relativas a esse tema e se tornem cidadãos mais atuantes na busca igualdade.