A extinção de línguas indígenas no Brasil
Enviada em 23/09/2020
O livro, “Triste Fim de Policarpo Quaresma’’ do autor brasileiro Lima Barreto, narra a história de vida de Policarpo, um personagem considerado louco por todos devido a sua insistência em defender a implementação da língua tupi no ensino brasileiro. Entretanto, fora da literatura brasileira, as línguas indígenas continuam sofrendo grande preconceito social e extinção. Nesse sentido, é de extrema relevância debater as principais causas e consequência dessa problemática.
Em uma primeira analise, é importante ressaltar que embora a lei brasileira 6001 de 1973 prevê a toda população indígena a plena preservação de sua cultura, bem como sua língua, na prática tal garantia não funciona, uma vez que as comunidades indígenas do país sofrem constantes opressões,tanto por parte governamental como social. Além disso, os direitos desses indivíduos são diariamente violados, como por exemplo, evasões de suas terras e proibição de tais cidadãos falarem seu idioma.
Outrossim, é importante frisar que conforme defende Gilberto Freyre, em seu livro Casa Grande e Senzala a formação do povo brasileiro possibilitou uma mistura de raças e a hibridização do índio. Logo, tal mistura de diversos povos provocou o preconceito e a extinção de muitas culturas, principalmente da cultura negra e a indígena. Dessa forma, é visível que o olhar preconceituoso, construído desde da colonização sobre a língua indígena persiste até os dias atuais, provocando a extinção de idiomas e comunidades.
Portanto, são necessárias medidas para minimizar essa problemática. Para isso, é imperativo que o governo brasileiro garanta a plena cidadania desse indivíduos, bem como a sua segurança por meio do ensino obrigatório da formação do povo brasileiro, assim como o conhecimento de diversos povos e idioma que formam a cultura brasileira a fim de desconstruir o preconceito social e minimizar a extinção de diversos idiomas indígenas. Assim o Brasil será como sonhou Policarpo Quaresma.