A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 23/09/2020

Embora Constituição Federal de 1988 reconheça aos Índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, visando proteger e respeitar todos os seus bens, percebe-se que, em relação à valorização da língua nativa, na atual sociedade brasileira, essa garantia não é cumprida. Isso ocorre graças à cultura discriminatória e à falta de preservação territorial indígena, impedindo seu avanço cultural.

Deve-se pontuar, de início, que durante o período colonial, os Jesuítas começaram a usar o tupi como uma espécie de língua geral, que foi vista pela Coroa portuguesa com uma ameaça aos costumes portugueses. Posteriormente, o Tupi e outras línguas indígenas foram proibidas e quem desobedecesse seria perseguido e castigado. A partir desse cenário, foi-se desenvolvendo um pensamento preconceituoso em relação os conterrâneos, como, na era Vargas, em que apenas o português era obrigatório nas escolas e quem desrespeitasse, também estava sujeita punição. Diante dessa antipatia, a cultura indígena foi-se dissolvendo a ponto de estar prestar a extinguir-se.

Além disso, após mais de quatro séculos de exploração e tortura, por meio de revoltas nativistas do período colonial, os indígenas alcançaram o direito de habitar áreas demarcadas e protegidas por lei. Entretanto, os territórios indígenas são ameaçados frente à expansão agrícola, diminuindo sua área e  consequentemente, afetando suas culturas, como mostra a pesquisa realizada pela BBC News: “o Brasil tem 190 línguas indígenas em perigo de extinção”.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação criara projetos educacionais, através verbas públicas, com intuito de conscientizar os alunos do ensino fundamental e médio em relação à importância  da preservação da língua indígena, tornando-os mais críticos e impedindo que as próximas gerações apresentem as mesmas ideologias em relação aos Índios. Ademais, é necessário que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição dos agricultores que visem adentrar em locais indígenas, com intuito de diminuir sua reincidência impedindo o decréscimo de seus abrigos. Somente assim, a proposta da Constituição será efetivada e os problemas da extinção de língua indígena no Brasil serão amenizadas.