A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 23/09/2020

O mito da caverna,de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto.No entanto,fora da alusão,a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à extinção de línguas indígenas.Dessa maneira,é importante destacar dois aspectos nessa temática:a causa principal desse acontecimento sendo o contexto histórico predominante e as suas consequências nacionalmente.

A princípio,vale ressaltar que a história tem muito a dizer sobre o surgimento das múltiplas línguas. Isto porque,foram os jesuítas,os principais catequizadores no período colonial em 1530,o qual utilizavam a língua “Nheengatu”,com a origem do Tupi-Guarani,para criar uma ponte de comunicação entre os dois,além da dança e músicas.Entretanto,essa língua mesmo sendo ainda propagada nos tempos atuais,muitas outras vertentes não tiveram o mesmo destino,várias delas desapareceram com os decorrer dos séculos,uma vez que a nação não valoriza,em larga escala,a figura indígena,o que fragmenta essa cultura tão vasta.

Outrossim,cabe salientar que com o passar dos anos,a língua é como um músculo,se não for treinada ela atrofia e morre.Nesse sentido,pode-se colocar em destaque o livro do literato Lima Barreto, no seu livro “ O triste Fim de Policarpo Quaresma” ,narra a história de um personagem nacionalista,em um dos capítulos ele pede a oficialização do Tupi-Guarani como a língua oficial em pleno período imperial.Em vista disso,nota-se o seu patriotismo e a sua concepção de que era importante a valorização dos seus antepassados e não deixar esse ramo desaparecer.Logo,para que na pós-modernidade não aconteça isso,é essencial nas escolas as discussões sobre essa paleta idiomática existente no maior país da América Latina.

Infere-se,portanto,que medidas são importantes na resolução desse impasse.Para que isso ocorra,o Ministério da Educação,juntamente com o da Cultura,possa haver medidas,a curto a longo prazo,como debates em colégios e faculdades,tanto públicas quanto privadas,com a propagação sobre esse assunto de maneira mais ampla já na base estudantil e social,além da distribuição de cartilhas informativas em espaços de grande fluxo populacional,como shoppings,praças,entre outros.Ademais, isso será tangível por meio de parcerias público-privado,o qual auxiliaria na organização desses eventos e no capital,já a mídia iria televisar em canais abertos e fechados,em horário nobre,com a permissão da participação dos principais representantes de cada ministério,filósofos,sociólogos e antropólogos.Com o intuito de a sociedade possa verificar o quanto é rico a sua cultura linguística e indianista.