A extinção de línguas indígenas no Brasil

Enviada em 10/10/2020

‘‘Tupi or not tupi’’, nessa perspectiva o literario da primeira fase do modernismo,Oswald de Andrade, questiona a necessidade de a sociedade brasileira reconhecer os primordios de sua origem cultural, a indigena. Na atualidade, existe uma crescente miscigenação na formação cultural da conjuntura brasileira, mas que demonstra a lógica imperialista do século XV, posto que, reflete a dominação cultural de países externos sobre a cultura nacional local. Diante disso, a extinção linguistica das primeiras civilações, como a indigena, está intimamente ligado ao processo de aculturação nacional e a falta de estimulos governamentais em perpetuar o nicho linguistíco primitivo do Brasil.

Nesse sentido, após o processo de globalização deu-se progressão ao chamado fenômeno de apropriação cultural, isto é, abandono da essência cultural primaria do individuo pela cultura e lingua de paises globalizados. Com isso, segundo o ex-ministro da saúde Henrique Mandetta, em uma seção parlamentar, defende que a lingua é a expanssão máxima da identidade cultural de um individuo ou de uma sociedade. Portanto, a perca do repertório linguistico indigena tem como agente causador a dominância cultural de uma identidade linguistica exterior e também a ausência de estimulos do Governo Federal em dar progressão ao estudo linguistico na sociedade. Diante disso, deve-se haver o questionamento acerca do fato de ser obrigatório aulas de lingua inglesa e não de uma lingua essencialmente nacional, como o ‘‘Tupi Guarani’’, nas instituições de ensino no Brasil.

Além disso, ocorre que a presente transformação cultural e linguistica na sociedade fizeram com que a perca do nicho cultural indigena se tornasse algo comum, banalizado, e ‘‘museuficado’’ sendo eles tratados como algo do passado mesmo estando presentes na atualidade. Dessa forma, é evidênciado o conceito de ‘‘banalização do mal’’ da historiadora Hannah Arendt, posto que, a perda cultural, linguistica, e social indigena é tido como, apenas, um trato do passado e que foi desculpado pela criação do ‘‘dia do indio’’. Com isso, segundo a linguistica Angel Corna Mori(docente da Universidade de Campinas), se a lingua se perde o conhecimento tradicional também se perde. Portanto, e existinção da lingua indigena está ligada ao descaso feito pela sociedade em entender sobre tal cultura.

Portanto, o Governo Federal por meio do Minsterio dos Direntos Humanos deve intervir em assegurar a conservação da lingua indigena no país, com companhas e manifestações midiaticas que representem  a cultura indigena atual no Brasil, no intuito de  ‘‘familializar’’ a sociedade com a lingua e nicho cultural indigena, no combate a perda da herança linguistica deixada pelos indios. Em segmento, o Ministerio da Educação deve, por meio de, cartilhas educativas formalizar e tornar comum o estudo acerca da lingua indigena nas instituições de ensino do país, a fim de atenuar a perda cultural indigena.